6 de outubro de 2010

Desta estranheza que nos cabe,

Sentir-se outro e só.

Neste mar em tempestade, ser a gota que não cai.

Que não vai.

Seguir na potência, esperando pelo ato.

Vendo a possibilidade em cada caminho não percorrido.

Multiplicar-se,

Evaporar...


Quem roubou-nos o fogo doado por Prometeu?
Animais e não Deuses,
Sem almejar mais do que é capaz.
Não ouse imitar o Olimpo.
Da preciosidade que nos coube,
Já não possuímos mais.


1 de outubro de 2010

Tudo me falta

Nada me têm

Brisas mornas de um novo desdém

Um pouco mais.

Como a larva no casulo que não sofre mutação.

Um verme.