6 de julho de 2012


O peso do mundo em minhas costas.
O que hei de fazer,
O que hei de ser?
Um bom emprego, uma boa casa, uma família feliz.
Superar, prosperar, mostrar que você é capaz!
E se não o for?
O que hão de pensar,
O que hão de dizer?
Não quero ser nada além, daquilo que me convém.
Um emprego que goste, uma casa que baste, um individuo consigo feliz.
O peso do mundo em minhas costas.
O mundo que criei e o mundo que a mim impuseram carregar.

22 de junho de 2012

Uma sombra projetada
de figuras desajeitadas.
Um beijo, um vazio.
Com esperança naquilo que já fugiu.

Submerso na grandiosidade de Ser,
revelando-se o sol como Aurora.
Já não basta querer,
é preciso avistar, teimar, sofrer.

É possível transcender?
Tão difícil é crescer!
Quando dei por mim, já estava assim.

Lançado, condenado e só!
No tempo e no espaço
que não cabem na memória, que nos fogem à história...


9 de maio de 2012

Dúvida.



Sinto-me pulsando,
a vida por um sentido.
Onde está a calma que nos convém?
A tranqüilidade que me mantém?
Do cansaço ao erro...
Sem saber como acertar.
Os dias seguem como tentativa
Por algo que valha a pena... viver.
Realizar-se.
É possível uma realização completa?
Estamos sempre para as possibilidades?
Somos para o futuro, pelos sonhos, pela expectativa de algo melhor.
E se o melhor for agora?
Como aproveitar o segundo presente
sem pensar nas implicações futuras?
Como sair do circunstancial?
Como encontrar,
um sentido sem perguntar?