2 de novembro de 2011








Em sua casa inventada, montada.

Pelos buracos da parede de sua alma,

É por ali que flui o vento, o frio!

Carregado de rancor, de sentimentos que ele mesmo desconhece;

Só sabe que tem de sobreviver!

E por isso a casa inventada

E o cavalo, guia sua morada.

Nas ruas, na tv, ele vê...

Tanta beleza, tanta riqueza, tanta felicidade.

E pergunta-se, que é felicidade???

Ele busca todos os dias por ela

Parece que está nas cédulas arrecadadas, arrancadas!

É isso que ele vê...

Com estas, ele compra o pão, o arroz, o feijão.

Felicidade é isto, então??

4 de agosto de 2011


Sem engenho,

Sem rima.

Apenas uma substancia orgânica,

Mecânica.

Um universo de duvidas

Um universo de medos.

Angustias.

Os demônios internos,

Um abismo neste inferno.

Entre guerras e lutas divinas,

A força de ter esperança

Na humanidade.

Na vida.

15 de maio de 2011

Por entre prédios e casas

Pedestres e rodovias,

A existência padece

E a solidão lhe faz companhia.

Eram muitos sonhos,

Devaneios, loucuras...

E apenas aquela aprazia

Para lhe afagar amarguras.

Ela não se sabia,

Procurava aprender

Mas sequer entendia

O que realmente era viver.

Pensou ser tudo em vão,

Desejou desaparecer...

Mas o sentimento que possuía,

Naquele momento de nostalgia,

Lhe dizia:

- Não, não! Basta Querer.

16 de fevereiro de 2011

A lua estava crescendo como sua alma naquela noite repleta de liberdade. De um brilhante amarelo, como seu vestido. Os paradoxos permaneciam no pensamento, a angustia ainda pulsava, mas no entanto nada disso importava. Aquela sensação de estar presente, só e na companhia do mundo inteiro. Com a melodia, sentindo-se parte da introspecta comunicação entre todas as coisas. E desta completude, a certeza que lhe permanecia é de que quando a lua partir, virá o sol, amarelo como seu vestido, brilhando intensamente como sua alma.

3 de janeiro de 2011

Entrego-me à vida, com toda intensidade que a ela cabe. Sem hesitar, entrego-me ao mundo. Inundada em pensamentos, transbordo emoções. Porque havemos de ter medo? De demonstrar ser, de genuinamente existir, de experimentar e sentir. Na esperança de que ao final, este furacão intrínseco à angustia geradora de toda vida mundanamente honesta, torne-se brisa e seja leve, seja doce. Pois de tudo que a vida pode ser e é, esta dor que lhe caracteriza é o resquício de tudo que permanece em potência. Viver é doar-se ao ato.