Nunca mais - disse ela;
E despiu-se de todos os sonhos.
Cansada das ilusões,
Cansada da humanidade e de si.
Dos seus tormentos e de suas paixões.
Há esperança de alguma mudança?
Tudo em vão.
Não há mais no que acreditar,
Até os mais puros, parecem enganar.
Só a dor é real,
Aquilo que ela sente e conhece,
Como jamais conhecerá qualquer pessoa.
Não há beleza além da solidão,
Não há beleza em enganar-se com falsa companhia.
Nunca mais – disse ela;
Sem chorar, sem hesitar.
E jogou-se para a vida, esperando por consumição.
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